Estava na adolescência, ainda a estudar, e foi como se o meu chão tivesse aberto....
Não era que nunca me tivesse passado pela cabeça, que isso um dia iria acontecer, mas.....
A minha mãe era muito doente, aliás eu só a conheci doente. Passei a minha infância nos hospitais, entre e sai de consultório para consultório.Mas acho que isso, ao contrário do talvez fosse de esperar, não me fez uma pessoa pessimista, pelo contrário.Vejo sempre primeiro o lado bom, e tento ajudar os outros com esses pensamentos positivos.
A mente humana é espectacular, por ser selectiva. Isto porque se eu me recorda-se realmente de todos os pormenores da minha infância acho que não era a pessoa que sou.
Hoje uma pessoa amiga, descreveu-me como realmente eu me sinto. De uma forma gentil, disse que eu era uma pessoa fria. Agora devem estar a pensar, como é que alguém aceita ser chamada de fria.
Passo a explicar, não é fria no sentido de sem sentimentos, mas sim de prática, rápida. Com tanta doença, hospital, morte, quando alguém me conta algo relacionando com uma destas questões eu não me comovo. Simplesmente, se for preciso abraço, e de seguida ajudo-a.
A minha Mãe, a minha Avó o meu Avô, morreram ou tiveram a doença que não têm cura (cancro), que assusta a todos.
A mim não me assusta, e não deve assustar ninguém.Devemos encarar como um desafio. Um mau desafio, mas não devemos deixar que nos deite abaixo.

Eu sei que parece uma frase "chavão", mas é verdade.
Claro que quando nos dão a noticia que um familiar têm essa doença, não sabemos como reagir, apetece gritar.
Então GRITEM, mas a seguir arranjem força e ajudem nessa luta.Se a luta já for curta, ajudem a confortar todos os momentos, se for preciso a concretizar os sonhos mas malucos.
Aproveitem todos os momentos bons. Porque existe sempre uma luz ao fundo, um abrigo após a tempestade.
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